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Como os Top 10 E-commerces de Joias Usam Tráfego Pago

Uma análise das lojas que lideram em visitas online e o que as bibliotecas públicas de anúncios revelam sobre como cada uma opera suas campanhas.

33,8M visitas no trimestre
11,3M visitas por mês
+100 lojas analisadas
Dados: Nov 2025–Jan 2026 Publicado: Abril 2026 Por: AdExperts

Se você trabalha no mercado de joias online, existe uma pergunta que raramente tem resposta clara: por que algumas lojas crescem com aparente consistência enquanto outras, com produto parecido e reputação parecida, ficam estagnadas ou perdem espaço?

O marketing no segmento de joias envolve muitos canais: redes sociais, influenciadores, conteúdo visual, programas de fidelidade. Mas nos dados das lojas que mais geram volume de tráfego, um padrão se repete: o tráfego pago é o canal que coloca a loja na frente de quem já está procurando aquele produto ou aquela marca. Google Ads e Meta Ads não são acessórios no segmento. São o canal que fecha a jornada de compra.

Para chegar a este ranking, analisamos mais de 100 lojas do segmento de joias no Brasil. Os dados vêm de dois lugares que não estão no site do concorrente: nas bibliotecas públicas de anúncios (Meta Ad Library e Google Ads Transparency Center) e nas ferramentas de análise de tráfego que estimam como as pessoas chegam em cada site.

Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 as top 10 joalherias somaram mais de 33,8 milhões de visitas, uma média de 11,3 milhões por mês. Cruzamos esses dados com o que cada loja roda de campanhas nas bibliotecas públicas. O que apareceu foi um mapa de como o tráfego pago é, e não é, utilizado nesse segmento.

Nota sobre os dados: os volumes e percentuais de tráfego são estimativas das ferramentas de análise de mercado, números que se aproximam da realidade mas não são exatos. Já os volumes de anúncios ativos e formatos utilizados são verificáveis em tempo real nas bibliotecas públicas do Google e da Meta.

Os 10 maiores do mercado

# Empresa Visitas/mês % Pago 1 % Marca 2
1Vivara8,13 milhões28%44%
2Monte Carlo1,00 milhão20%32%
3Pandora899 mil11%76%
4Virtual Joias434 mil56%4%
5Casa das Alianças359 mil5%10%
6Swarovski336 mil15%82%
7Tiffany210 mil7%87%
8Cartier206 mil22%60%
9Coliseu178 mil42%10%
10H.Stern174 mil9%68%

1 Do total de visitas/mês, esta foi a proporção que chegou via tráfego pago (Google Ads, Meta Ads e demais canais pagos).
2 Das buscas orgânicas recebidas, esta foi a proporção feita com o nome da marca. Alta % indica marca consolidada; baixa % indica que as pessoas chegam buscando produtos ou outras marcas do portfólio.

56%
Maior percentual de tráfego pago detectado no grupo. A Virtual Joias opera com mais da metade das visitas vindo de mídia paga, segundo as ferramentas de análise.

O que os dados revelam sobre como o tráfego pago é utilizado no segmento

Depois de cruzar as bibliotecas públicas de anúncios com o tráfego detectado pelas ferramentas de análise, cinco padrões se destacam. Não são os dados mais óbvios: são os que, na prática de quem gerencia campanhas de e-commerce todo dia, mostram onde estão as diferenças reais de operação nesse segmento.

01
Uma loja concentra sozinha 72% de todo o tráfego do Top 10

A Vivara soma 8,13 milhões de visitas mensais, enquanto as outras nove juntas somam cerca de 3,2 milhões. É a maior concentração de tráfego que apareceu em todos os estudos já realizados pela AdExperts. Para quem está fora do Top 10 e quer crescer no segmento, esse dado tem uma leitura específica: o espaço de crescimento real está nas outras nove posições, onde nenhuma loja ultrapassa 1 milhão de visitas por mês e os volumes são mais acessíveis com operação de mídia paga bem estruturada.

02
O volume de anúncios ativos varia cem vezes entre lojas do mesmo segmento

No Google Ads Transparency Center, os números vão de aproximadamente 37 anúncios ativos a cerca de 4.000. Essa variação não é detalhe: é a diferença entre uma presença simbólica e uma operação de catálogo completo em rotação constante. Volume alto no Google geralmente indica Google Shopping bem estruturado, campanhas de busca paga cobrindo termos específicos de produto e remarketing rodando em paralelo. São características de uma operação gerenciada com consistência.

03
Marcas globais de luxo operam com presença mínima ou nula no Meta local

Tiffany e Swarovski não têm perfil brasileiro ativo na Meta. Cartier opera com apenas 2 anúncios detectados. Para lojas brasileiras que competem nesses segmentos de preço ou categoria, esse padrão é relevante: o espaço de visibilidade no Meta nessas categorias existe e não está sendo ocupado pelas marcas de referência do segmento. Quem opera Meta Ads com consistência nessas categorias encontra menos competição direta do que no Google.

04
A marca mais reconhecida do segmento não é a que mais investe em mídia paga

A Pandora tem 76% de buscas pela marca, audiência massiva no Facebook (19,2 milhões de seguidores na página global) e opera com apenas 35 anúncios ativos no Meta e cerca de 500 no Google. O tráfego pago detectado representa 11% do total. É o caso mais claro do estudo de marca muito consolidada operando mídia paga em volume contido em relação ao ativo disponível: com reconhecimento dessa magnitude, cada anúncio tende a converter com custo abaixo da média do segmento.

05
Buscas pela marca revelam dois grupos com economia de campanha completamente diferente

As lojas do estudo se dividem claramente: marcas muito consolidadas (Pandora 76%, Swarovski 82%, Tiffany 87%, H.Stern 68%) e lojas com tráfego majoritariamente por termos genéricos (Virtual Joias 4%, Casa das Alianças 10%, Coliseu 10%). Esses grupos têm custo por aquisição estruturalmente diferente em campanhas pagas: o primeiro converte com vantagem de preço por clique e taxa de conversão mais alta; o segundo precisa de operação de mídia paga mais intensa para sustentar volume. Saber em qual grupo sua loja está é o ponto de partida para qualquer estratégia de crescimento.

87%
Maior percentual de buscas pela marca no grupo, detectado na Tiffany. Quando esse indicador é alto, o custo por aquisição em campanhas pagas costuma ser mais baixo, porque o visitante já chega com intenção de compra formada.

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Os números de cada loja

Abaixo, os dados detalhados de cada empresa. Volumes de anúncios ativos e formatos utilizados foram coletados nas bibliotecas públicas do Google e da Meta. Tráfego, fontes e métricas de engajamento são estimativas das ferramentas de análise de mercado.

8,13 milhões visitas/mês
~4.000 anúncios no Google
97 anúncios na Meta
1,3 mi seguidores no Facebook
3,5 mi seguidores no Instagram
44% buscas pela marca
40% taxa de rejeição
21%
28%
44%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Vivara é, com folga, a maior loja de joias em volume de tráfego online no Brasil. Com cerca de 4.000 anúncios ativos no Google Ads, cobrindo todos os formatos (Search, Shopping, Display e YouTube), e 97 no Meta, é a operação com maior escala de campanha detectada no estudo. Esse volume de anúncios no Google é compatível com catálogo extenso de produtos e uma estratégia de Google Shopping bem estruturada, onde cada SKU tem representação nas campanhas.

Segundo as ferramentas de análise, o tráfego direto representa 44% das visitas, um indicador forte de reconhecimento de marca: boa parte do público vai direto ao site sem precisar de um anúncio para chegar lá. O tráfego pago detectado representa 28% do total, uma proporção relevante considerando o volume absoluto de visitas. Com 44% de buscas pela marca, a Vivara também tem um ativo orgânico consolidado, que coexiste com a operação paga de larga escala.

A audiência social de 3,5 milhões no Instagram e 1,3 milhão no Facebook representa uma base de remarketing expressiva. A taxa de rejeição detectada de 40% é baixa para o segmento, indicando que os visitantes que chegam ao site tendem a navegar por mais de uma página. É o resultado esperado de uma operação que combina reconhecimento de marca com campanhas segmentadas para públicos com intenção de compra.

1,00 milhão visitas/mês
~3.000 anúncios no Google
60 anúncios na Meta
656 mil seguidores no Facebook
529 mil seguidores no Instagram
32% buscas pela marca
45% taxa de rejeição
35%
20%
35%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Monte Carlo é a segunda maior em tráfego do grupo, com 1 milhão de visitas mensais, e tem uma operação de mídia paga de escala relevante: cerca de 3.000 anúncios ativos no Google Ads cobrindo todos os formatos, e 60 anúncios no Meta. É o segundo maior volume de anúncios no Google entre as dez lojas, compatível com operação estruturada de catálogo no Google Shopping.

Segundo as ferramentas de análise, a distribuição de tráfego é equilibrada entre orgânico (35%) e direto (35%), com o pago representando 20% do total. As 32% de buscas pela marca indicam que parte expressiva do público chega por termos genéricos do segmento ou por produtos específicos, não pelo nome da loja. Isso coloca a campanha de Google Shopping em papel central para capturar demanda de quem ainda não conhece a marca.

A audiência social de 656 mil seguidores no Facebook e 529 mil no Instagram representa base consolidada para campanhas de remarketing no Meta. Com 60 anúncios ativos na plataforma, a presença é mais contida do que no Google, mas estruturada para manter relacionamento com a audiência já formada.

899 mil visitas/mês
~500 anúncios no Google
35 anúncios na Meta
19,2 mi seguidores no Facebook (global)
76% buscas pela marca
35% taxa de rejeição
42%
11%
41%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Pandora opera no Brasil sem conta de Instagram local e com a página do Facebook sendo a global, que acumula 19,2 milhões de seguidores. No Meta, foram detectados 35 anúncios ativos. No Google Ads, cerca de 500 anúncios em todos os formatos. Para uma marca desta escala e reconhecimento, os volumes de campanha são relativamente contidos.

O dado mais expressivo da Pandora neste estudo é o percentual de buscas pela marca: 76%, segundo as ferramentas de análise. Isso significa que 3 em cada 4 buscas orgânicas que chegam ao site são feitas com o nome "Pandora". É o tipo de ativo de marca que reduz estruturalmente o custo de campanhas pagas: quando o público já procura pelo nome, o custo por clique em busca paga é mais baixo e a taxa de conversão tende a ser mais alta.

O tráfego direto representa 41% das visitas, quase empatado com o orgânico (42%), o que reforça o grau de reconhecimento: parte expressiva do público vai direto ao site sem precisar de um ponto de entrada externo. A taxa de rejeição detectada de 35% é a segunda menor do grupo, indicando que quem chega ao site navega com propósito claro.

434 mil visitas/mês
~600 anúncios no Google
8 anúncios na Meta
2,7 mi seguidores no Facebook
324 mil seguidores no Instagram
4% buscas pela marca
58% taxa de rejeição
56%
28%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Virtual Joias tem o perfil de operação mais centrado em mídia paga de todo o estudo. Segundo as ferramentas de análise, 56% do tráfego chega por canais pagos, o maior percentual do grupo. No Google Ads Transparency Center, cerca de 600 anúncios ativos cobrindo todos os formatos. No Meta, apenas 8 anúncios ativos, um contraste que indica concentração da operação paga no Google.

O percentual de buscas pela marca é de apenas 4%, segundo as ferramentas de análise, o menor do grupo. Isso significa que quase todo o público chega por termos genéricos de produto ou de categoria. Para esse perfil de operação, o Google Shopping e as campanhas de busca paga são o motor central de tráfego qualificado, já que o nome da loja por si só ainda não é o caminho de entrada do público.

A audiência no Facebook é relevante (2,7 milhões de seguidores), o que representa um ativo considerável para campanhas de remarketing no Meta. A taxa de rejeição de 58% é a mais alta do grupo e está diretamente relacionada ao perfil do tráfego: quem chega por termos genéricos de produto tende a avaliar e sair com mais frequência do que quem busca especificamente pela marca.

359 mil visitas/mês
~300 anúncios no Google
0 anúncios na Meta
602 mil seguidores no Facebook
202 mil seguidores no Instagram
10% buscas pela marca
46% taxa de rejeição
57%
24%
11%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Casa das Alianças apresenta o perfil mais orgânico do grupo: segundo as ferramentas de análise, 57% do tráfego chega por busca orgânica, o maior percentual entre as dez lojas. O tráfego pago detectado representa apenas 5%. No Google Ads, cerca de 300 anúncios ativos em todos os formatos. No Meta, nenhum anúncio ativo foi detectado no período analisado, apesar de uma audiência de 602 mil seguidores no Facebook e 202 mil no Instagram.

O percentual de buscas pela marca é de 10%, indicando que a maior parte do tráfego orgânico vem por termos de categoria ou de produto. A especialização em alianças de casamento e noivado é um nicho bem delimitado dentro do segmento de joias, com demanda concentrada em momentos específicos de alta intenção de compra. Esse tipo de demanda responde bem a campanhas de busca paga segmentadas por termos de produto e de categoria.

A ausência de anúncios ativos no Meta no período analisado contrasta com a audiência social construída nas duas plataformas. Com 602 mil seguidores no Facebook e 202 mil no Instagram, há base para campanhas de remarketing e públicos semelhantes, que poderiam complementar o tráfego orgânico já existente.

336 mil visitas/mês
~800 anúncios no Google
sem presença local na Meta
82% buscas pela marca
45% taxa de rejeição
36%
15%
40%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Swarovski opera no Brasil sem perfil local na Meta, o que significa que os anúncios detectados no Google são a principal frente de mídia paga no mercado brasileiro. São cerca de 800 anúncios ativos no Google Ads cobrindo todos os formatos, um volume expressivo para uma operação sem presença ativa no Meta.

Com 82% de buscas pela marca segundo as ferramentas de análise, a Swarovski tem o segundo maior percentual de marca do grupo. Praticamente toda a busca orgânica que chega ao site é feita com o nome da marca, o que indica que o público já conhece e procura especificamente por Swarovski. O tráfego direto de 40% reforça esse perfil: uma fatia expressiva do público vai diretamente ao site sem precisar de um ponto de entrada externo.

O tráfego pago de 15% sobre um volume de 336 mil visitas mensais representa volume absoluto relevante, operando exclusivamente pelo Google. A combinação de marca muito consolidada com presença concentrada no Google gera um perfil de campanha específico: busca paga e Google Shopping capturam a demanda existente com eficiência, apoiados pelo alto reconhecimento de marca que reduz o custo por clique em termos de marca.

210 mil visitas/mês
~78 anúncios no Google
sem presença local na Meta
87% buscas pela marca
41% taxa de rejeição
52%
31%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Tiffany tem o maior percentual de buscas pela marca de todo o estudo: 87%, segundo as ferramentas de análise. Praticamente todas as buscas orgânicas que chegam ao site são feitas com o nome "Tiffany". É o perfil mais extremo de marca consolidada no grupo, onde o reconhecimento substitui em grande parte a necessidade de geração de demanda por anúncios.

A presença de mídia paga é a mais contida do grupo: cerca de 78 anúncios no Google Ads e sem perfil local na Meta. O tráfego pago detectado representa apenas 7% do total. O tráfego orgânico, com 52%, é o maior percentual entre as dez lojas, reflexo direto do peso das buscas pela marca no total de visitas.

As ferramentas de análise detectaram queda expressiva de tráfego no período analisado, com tendência negativa de 49,6%, o que pode indicar sazonalidade, mudança de estratégia ou ajuste de investimento. O volume absoluto de 210 mil visitas mensais coloca a Tiffany na sétima posição do ranking, muito abaixo do que seria esperado para uma marca do seu nível global de reconhecimento, o que reforça que a presença no Google e no Meta localmente está mais contida do que o ativo de marca permitiria.

206 mil visitas/mês
~400 anúncios no Google
2 anúncios na Meta
3,7 mi seguidores no Facebook (global)
60% buscas pela marca
45% taxa de rejeição
41%
22%
22%
14%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Cartier opera no Brasil com presença no Google Ads bem mais robusta do que no Meta: cerca de 400 anúncios ativos no Google cobrindo todos os formatos, contra apenas 2 no Meta. A página do Facebook é a global, com 3,7 milhões de seguidores, sem versão brasileira separada. É um padrão comum entre as marcas de luxo internacionais neste estudo: concentram a operação de mídia paga no Google e mantêm presença mínima no Meta localmente.

Com 60% de buscas pela marca segundo as ferramentas de análise, a Cartier está no grupo das marcas de alta consolidação no segmento. O tráfego pago de 22% é o terceiro maior do estudo, indicando que, mesmo com alto reconhecimento de marca, a operação de Google Ads tem peso relevante na composição de visitas. Isso sugere que as campanhas de busca paga e Google Shopping estão ativas e gerando tráfego incremental além do que a força da marca orgânica já entrega.

As ferramentas de análise detectaram queda expressiva no período (tendência negativa de 55%), a maior queda registrada no grupo. O tráfego via redes sociais representou 14%, o mais alto entre as marcas de luxo do estudo, provavelmente relacionado ao tráfego orgânico da conta global do Instagram, que tem audiência massiva internacionalmente.

178 mil visitas/mês
~600 anúncios no Google
6 anúncios na Meta
179 mil seguidores no Facebook
58 mil seguidores no Instagram
10% buscas pela marca
34% taxa de rejeição
19%
42%
27%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A Coliseu tem o perfil de operação mais centrado em mídia paga entre as lojas menores do grupo. Segundo as ferramentas de análise, 42% do tráfego vem de canais pagos, o segundo maior percentual do estudo. No Google Ads, cerca de 600 anúncios ativos em todos os formatos, um volume expressivo para o tamanho do site. No Meta, apenas 6 anúncios detectados, indicando operação concentrada no Google.

O percentual de buscas pela marca é de 10%, indicando que a operação de anúncios no Google trabalha principalmente com termos de categoria e produto. Com apenas 19% de tráfego orgânico, o motor de visitas da Coliseu é a mídia paga. As ferramentas de análise detectaram crescimento de 11,6% no período analisado, o maior entre as lojas com menos de 500 mil visitas mensais neste estudo.

A taxa de rejeição de 34% é a segunda menor do grupo, o que indica que o tráfego pago está chegando com qualidade: visitantes que navegam além da primeira página. A audiência social de 179 mil no Facebook e 58 mil no Instagram é mais contida do que a das líderes do grupo, e a presença no Meta está bem abaixo do volume de campanha que existe no Google.

174 mil visitas/mês
~37 anúncios no Google
26 anúncios na Meta
1,3 mi seguidores no Facebook
470 mil seguidores no Instagram (global)
68% buscas pela marca
50% taxa de rejeição
49%
31%
Orgânico Pago Direto Redes sociais Referral

A H.Stern é a joalheria brasileira nativa com maior grau de consolidação de marca neste estudo: 68% de buscas pela marca, segundo as ferramentas de análise, com mais de 70 anos de mercado e posicionamento de joias de luxo nacional. O tráfego orgânico de 49% e o direto de 31% juntos respondem por 80% das visitas, reflexo direto de como o público encontra a marca.

A operação de mídia paga é a mais contida do grupo no Google Ads: cerca de 37 anúncios ativos, o menor volume entre as dez lojas. No Meta, 26 anúncios detectados. O tráfego pago detectado representa apenas 9% do total. Com audiência de 1,3 milhão de seguidores no Facebook e 470 mil no Instagram em conta global, há base significativa para campanhas de remarketing e públicos semelhantes que hoje está pouco explorada em volume de anúncios ativos.

O tráfego direto de 31% reforça o ativo de marca: uma fatia expressiva do público já conhece e acessa diretamente o site da H.Stern sem precisar de um anúncio como ponto de entrada. Esse perfil, combinado com o alto percentual de buscas pela marca, representa a estrutura onde campanhas pagas bem direcionadas tendem a trabalhar com custo por aquisição mais baixo do que a média do segmento.

Os dois perfis que os dados revelam

Olhando para os 10 líderes do segmento e cruzando o que é verificável nas bibliotecas públicas de anúncios com o que as ferramentas de análise detectam de tráfego, dois padrões ficam evidentes.

O perfil que usa anúncios como motor principal. Volume alto de anúncios ativos nas bibliotecas públicas, cobertura completa de formatos (Search, Shopping, Display, YouTube), e peso significativo do tráfego pago detectado na composição de visitas. É uma operação que cresce enquanto sustenta o investimento. A contrapartida é a dependência: se o orçamento reduz, o volume de tráfego sente no mesmo mês. As buscas pela marca costumam ser mais baixas nesse perfil, sinal de que o público ainda está se formando em torno do nome. No segmento de joias, esse perfil aparece com clareza na Virtual Joias e na Coliseu: operações com 40% ou mais de tráfego pago e buscas pela marca em torno de 10%.

O perfil com ativo de marca forte mas mídia paga em intensidade menor. Alto percentual de buscas pela marca, tráfego direto relevante, audiência social consolidada. Em muitos casos a estrutura de campanhas existe, com volume razoável de anúncios ativos, mas o peso do tráfego pago na composição total detectada é modesto em relação ao tamanho do ativo. É o tipo de operação que tem os maiores multiplicadores naturais de conversão em campanhas pagas: marca reconhecida significa cliques mais baratos e taxa de conversão mais alta. No segmento de joias, esse perfil é dominante entre os maiores: Pandora, Swarovski, Tiffany, H.Stern e Casa das Alianças têm ativo de marca significativo com tráfego pago detectado abaixo de 15%.

O caso mais extremo desse segundo perfil no estudo é também o mais revelador. A Pandora tem 76% de buscas pela marca, audiência global massiva, presença no Top 3 do ranking de tráfego e apenas 35 anúncios ativos no Meta. Com esse nível de reconhecimento, o potencial de retorno de campanhas pagas bem estruturadas seria alto: cada anúncio operaria com a vantagem de um público que já conhece e confia na marca. É o perfil onde a mídia paga pode ter o maior impacto marginal por real investido.

Nos clientes que gerenciamos, mesmo quando o tráfego orgânico é maior, é o pago que faz a maior parte das vendas. A pesquisa no Google é quase sempre a última etapa antes de uma compra, e estar presente nesse momento é o que gera receita no final do mês. O tráfego direto aparece forte em todas as lojas com marca consolidada, mas ele foi construído com investimento ao longo do tempo: parece gratuito, mas tem um custo histórico embutido.

O segmento de joias tem uma característica que amplifica esse padrão: a compra é de alta intenção e frequentemente ocorre após pesquisa ativa. Quem procura por "aliança de noivado ouro 18k" ou "pingente Pandora preço" já está em estágio avançado de decisão. Estar presente nesse momento com anúncio relevante, no Google Shopping ou na busca paga, captura uma demanda que existe independentemente de quanto a loja investiu em branding antes.

O dado mais curioso do estudo é a Vivara, que combina os dois perfis: operação paga em grande escala e marca consolidada. É a única loja do grupo que reúne alto volume de campanha com percentual de buscas pela marca relevante (44%) e audiência social expressiva. O resultado aparece no tráfego: 8,13 milhões de visitas mensais, mais de sete vezes o segundo colocado. A combinação dos dois perfis, quando sustentada com consistência, é o que produz essa diferença de escala.

A pergunta que fica para quem leu até aqui

No seu caso, o tráfego pago está puxando o crescimento, está parado esperando verba, ou não está na altura do ativo de marca que você já construiu?

A resposta não aparece nas ferramentas públicas. Aparece na sua conta de Google Ads e de Meta, que só você e quem gerencia têm acesso.

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