Índice de Qualidade do Google Ads

Índice de Qualidade do Google Ads

O índice de qualidade (IQ) é o responsável por determinar a posição e o valor do clique em cada leilão onde existe uma pesquisa pela sua palavra-chave.

É uma nota (de 1 a 10) dada a cada palavra-chave e que determina a relevância desta palavra somados à qualidade do anúncio e também da página de destino.

O IQ aparece nos nossos relatórios como uma média apenas para que possamos entender onde podemos melhorar ou onde estamos indo bem.

Quando uma palavra é pesquisa, o Google faz um cálculo para determinar o valor do clique e a posição que vamos aparecer. Ou seja, o Google não usa o IQ para determinar esses valores e sim um cálculo feito em tempo real para cada pesquisa.

Como é calculado o Índice de Qualidade?

O IQ é calculado a partir de 3 fatores:

1 – CTR esperado: o CTR esperado é um cálculo de o Google faz levando em conta a palavra-chave em questão e comparando a qualidade do anúncio e também o desempenho de cliques de outros anunciantes para a mesma palavra.

Então, digamos que de acordo com os cálculos do Google, o CTR da sua palavra-chave poderia estar em 10% mas você só recebe 5% dos cliques. Nesse caso, ele entende que o seu anúncio para as pesquisas não está atraindo a atenção e os cliques das pessoas.

Esse cálculo de CTR esperado é ajustado para levar em conta a posição do anúncio e extensões. Ou seja, o Google entende que o CTR da 1ª posição é diferente da 2ª por exemplo e leva isso em conta na hora do cálculo.

2 – Relevância do anúncio: essa é uma continuidade do item anterior. Se ao fazer uma busca por um termo específico, apareceu um anúncio ligado diretamente ao que a pessoa está pesquisando, a relevância do anúncio fica maior.

3 – Experiência da página de destino: o Google mede a qualidade da página de destino levando em conta a palavra-chave pesquisada. Quando existe um clique no anúncio, a pessoa é redirecionada para uma página. Nessa página, existe o conteúdo que ela estava pesquisando? Esse conteúdo é relevante ao que ela pesquisou e viu no anúncio? Essa página é rápida e adequada para o dispositivo que ela está usando?

Todos esses parâmetros são levados em conta na hora de determinar a pontuação da página de destino.

Histórico do índice de qualidade

Se você olhar o relatório de palavras-chave, você vai ver que o IQ é um atributo fixo atual. Ou seja, se você está analisando o dia de hoje ou de um ano atrás, o valor do IQ será sempre o mesmo.

Por isso, para analisar se você teve uma melhora, você pode usar o histórico do IQ para entender onde melhorou ou piorou com uma palavra-chave, anúncio ou página de destino.

No relatório, você tem acesso aos 3 itens mencionados acima: CTR esperado histórico , relevância do anúncio histórico e experiência da página de destino histórica.

Se você segmentar por dia no relatório, você consegue ver como estava o IQ em determinado dia e ligar essa mudança a alguma alteração que você fez.

Índice de qualidade nulo

Você pode olhar o relatório de palavras-chave e ver que algumas palavras aparecem com o IQ com um ‘-‘. Nesse caso, não houveram impressões ou cliques suficientes para exibir um valor.

Falando em impressão, é importante entender que as impressões que o Google conta aqui são as impressões exatas para o termo pesquisado. Ou seja, a pesquisa tem que ser exata com a palavra-chave adicionada. Não deixe de ler nosso artigo sobre correspondências de palavras-chave para entender o que é uma palavra-chave exata.

Outro caso onde o valor aparece nulo é quando uma palavra-chave nova é incluída. Nesse caso, como não existe ainda um histórico, o Google não mostra qual o IQ atual.

Mas lembre-se que mesmo não tendo um valor para mostrar, internamente o Google analisa e dá uma pontuação para esta palavra-chave.

O que significam os números do índice de qualidade?

Já falamos aqui que o IQ é um valor de 1 a 10. Mas o que significa cada um desses valores?

1/10 – Morto: todos os fatores estão ruins. Você provavelmente nem exiba anúncios para esta palavra e, caso exiba, o clique será muito caro.

2/10 até 3/10 – Doente: você deve receber muito poucos cliques para esta palavra e com um clique de valor muito elevado.

4/10 até 6/10 – Fraco: alterando alguns detalhes podem fazer o IQ dessas palavras irem para a média rapidamente. Você ainda paga um valor mais caro pelo clique, mas já começa a ser mais fácil melhorar o IQ.

7/10 – Bom: o Google entende aqui que você está fazendo um bom trabalho e não vai penalizar você nos leilões. É possível atingir IQ maiores, porém, não é mais a prioridade inicial.

8/10 – 10/10 – Excelente: aqui o trabalho está bem feito e o Google presenteia você com posições melhores e custos por clique menor.

Como melhorar o Índice de Qualidade?

Além do IQ atual que falamos no capítulo anterior, no relatório de palavras-chave você vai ter as 3 colunas detalhando o estado atual de: CTR esperado, relevância do anúncio e experiência da página de destino. Você pode ter 3 resultados em cada um deles: abaixo da média, médio ou acima da média.

Ou seja, em primeiro lugar é importante entender qual o fator você precisa melhorar para cada palavra-chave, começando prioritariamente para as palavras que apresentam o valor “abaixo da média”.

Vamos destacar algumas possibilidades para cada um deles:

CTR esperado

Melhorar o CTR esperado pode ser feito melhorando os anúncios. Se o anúncio fala sobre o que a pessoa está pesquisando ela tem mais chance de clicar neste anúncio, aumentando o CTR.

Outra possibilidade também é escolher palavras-chave específicas. Olhe o relatório de termos de pesquisa e não esqueça da correspondência de palavras-chave para melhor a qualidade delas.

Relevância do anúncio

Este item está muito ligado ao anterior pois a relevância do anúncio aumenta o CTR.

Você pode em primeiro lugar determinar se a palavra-chave tem relação com o anúncio. Não adianta ter um grupo de anúncios com muitas palavras se elas não tem intimidade com o anúncio. Nesse caso, sugerimos criar mais grupos de anúncios, colocar as palavras relacionadas dentro deles e criar anúncios relevantes para essas palavras-chave específicas.

Outro detalhe que você pode fazer aqui é adicionar a palavra-chave no anúncio. Se o Google “vê” que a palavra-chave está no anúncio, ele entende que esse anúncio é relevante para essa palavra, aumentando o IQ.

Experiência da página de destino

Esse item não temos como alterar dentro do Google Ads e portanto é o item mais complicado de otimizar.

Você precisa olhar para a página de destino de cada anúncio e determinar se a pessoa que clica no anúncio encontrará as informações que ela está procurando.

Você precisa ver se as palavras que ela pesquisa estão na sua página, se a página é fácil de navegar, tem um bom conteúdo, é rápida, etc.

Se coloque na posição do seu cliente e pense: “eu encontro o que estou procurando nessa página e é fácil pra navegar e fazer um pedido ou entrar em contato?”.

Não deixe de analisar com frequência o índice de qualidade das palavras para ver onde é possível melhorar.

Com o tempo você verá que a sua taxa de cliques aumenta e o custo por clique diminui em função de uma boa otimização no Índice de Qualidade.

Fonte:
https://support.google.com/google-ads/answer/140351?hl=pt-BR
https://support.google.com/google-ads/answer/2454010
https://support.google.com/google-ads/answer/2404196
https://tenscores.com/quality-score/

Índice de Qualidade do Google Ads

Correspondência de palavra-chave

Esse é um dos maiores segredos para o sucesso de uma campanha para a rede de pesquisa no Google Ads.

Já falamos em outro post sobre os termos de pesquisa e como as buscas podem ser diferentes das palavras-chave que colocamos no gerenciador. O responsável por essa diferença são os tipos diferentes de correspondência de palavras-chave que podemos adicionar.

Antes de dar continuidade e explicar cada um dos termos, é importante alertar para que você realmente foque um pouco em cada um dos tipos de correspondência e entenda que a diferença entre os termos é somente um sinal gráfico.

Coloque seu celular em uma gaveta e elimine as distrações pois o que será explicado aqui é, sem dúvida, o que faz as contas de Google Ads gastarem mais dinheiro de forma inapropriada.

Para exemplificar cada uma das correspondências, vamos usar o exemplo que o próprio Google usa. Então, vamos supor aqui que você tenha uma loja que venda chapéus femininos e deseje criar uma campanha no Google para atrair pessoas procurando por este produto.

Você pode adicionar palavras-chave usando um ou mais das 4 correspondências a seguir:

Correspondência Ampla

Já começamos pela correspondência mais comum e mais mal utilizada pelas contas que já tivemos acesso.

A palavra chave quando adicionada como se escreve, sem qualquer indicativo adicional (você vai entender isso logo) é a correspondência ampla e ela pode ser ativada pelo termo que adicionamos na conta e por mais uma série de termos que o Google entende que pertencem ao mesmo campo semântico da palavra.

Complicou né? Vamos simplificar?

Você adiciona a palavra-chave chapéus femininos. Porém, depois de um tempo você vai olhar o relatório de termos de pesquisa e descobre que seu anúncio foi exibido (e clicado) para termos como: chapéus femininos, bonés femininos, comprar chapéus de mulher, calças femininas, etc.

Estranho né? Entende agora o que o Google entende por campo semântico? São buscas que tem uma relação com a palavra que adicionamos mas que podem sair completamente fora do que estamos querendo anunciar.

Onde usamos as palavras amplas aqui na agência? Quando queremos expandir nossas buscas. Por exemplo, já temos campanhas configuradas com termos mais exatos (calma que vamos chegar lá) e queremos descobrir novas buscas para ver se achamos mais alguma coisa que não pensamos anteriormente. Nesse caso, criamos uma campanha com uma verba limitada e adicionamos a palavra-chave com a correspondência ampla. E ficamos de olho diariamente em termos que podemos negativar ou adicionar em outras campanhas.

É o único caso que essas palavras servem. Senão, só serve pra perder dinheiro.

Correspondência Ampla Modificada

Já vimos que a correspondência ampla sai muito fora do que queremos. Então, para ter um pouco muito mais controle, adicionamos um modificador na palavra ampla.

Nossa palavra-chave agora será adicionado como +chapéu +feminino (note o sinal de + na frente das palavras).

Com isso, estamos sinalizando ao Google que queremos que nosso anúncio só apareça quando a pesquisa contenha as palavras chapéu e feminino (ainda podemos ver sinônimos, erros de ortografia ou diferença entre singular e plural) e continue pertencendo ao mesmo campo semântico.

Então, agora começamos a ver pesquisas no nosso relatório de termos de pesquisa como: chapéu femininos, chapéus para mulher, boné feminino, chapéus e lenços femininos.

Já começamos a ter um pouco mais de controle. Termos como calças femininas já não aparecem mais pois não consta nesta pesquisa a palavra chapéu ou um sinônimo.

Nós entendemos que esta é a melhor correspondência pra utilizar junto com a exata. Mas lembre-se de ficar de olho para negativar termos que você não quer aparecer.

Correspondência de frase

A correspondência de frase dá um pouco mais de controle sobre os termos, porém ela pode acabar “travando” demais as buscas.

Quando adicionamos a palavra-chave “chapéu feminino” (as aspas no início e no fim indicam que é uma correspondência de frase), estamos querendo aparecer somente quando as duas palavras aparecem juntas e nessa ordem. Então, se alguém pesquisa por preço de chapéu feminino, vamos aparecer com o nosso anúncio. Porém, a pesquisa por chapéus e lenços femininos já não ativam nosso anúncio pois não pode ter nada entre as palavras chapéu e feminino.

Nesse caso, pode ter uma ou mais palavras antes ou depois da palavra-chave. O único caso que não pode é ter palavras no meio.

Outro detalhe da correspondência de frase é que a busca não pode ter as palavras fora da ordem. Então a busca por mulher chapéu não acionará nosso anúncio.

Correspondência Exata

Este também é uma das correspondências que mais usamos. Apesar de nos últimos tempos ter perdido um pouco do controle que ela oferecia.

A correspondência exata, como o nome sugere, só acionaria o anúncio caso a pesquisa fosse igual à buscada. Então, se compramos a palavra [chapéu feminino] (colchetes definem uma palavra-chave como exata), só aparecemos quando alguém faz uma pesquisa por… chapéu feminino.

Este tipo de correspondência é útil para selecionarmos palavras que tem um bom retorno e podermos aumentar o custo por clique por exemplo, para ficarmos melhor posicionados para este termo.

Porém, nos últimos tempos o Google mudou bastante esta correspondência. Agora, podemos acabar aparecendo nas buscas por chapéus de mulher, por exemplo. Já não é mais um termo exato e se aproxima um pouco da ampla modificada. Outra busca que pode acionar nosso anúncio é: mulher chapéu. Ou seja, o termo pode aparecer em ordem inversa e ainda assim acionará a palavra exata.

A única vantagem que ainda temos é que a exata não aceita nenhuma palavra antes ou depois. Mas ainda assim já não é mais tão exata.

Ou seja, mesmo na exata é importante você ficar de olho no relatório de termos de pesquisa e caso apareça alguma palavra que você não queira, negativar esta palavra.

Variações aproximadas da palavra-chave

Importante sempre pensar nisso antes de sair adicionando palavras na sua conta. Todos os tipos de correspondências serão acionados quando houver variações aproximadas da palavra-chave.

Então, você não precisa adicionar variações caso a busca contenha:

  • Erros ortográficos
  • Formas no singular ou plural
  • Variações do mesmo radical (por exemplo, flor e floricultura)
  • Acentos

Ou seja, não precisa adicionar as palavras chapéu e chapeu (com e sem acento) pois o Google já resolve isso.

Como você deve ter visto, esse é um assunto amplo mas muito importante para manter uma campanha na rede de pesquisa lucrativa. Não deixe de dar uma atenção a esses detalhes.

Você pode ler mais sobre isso na própria central de ajuda do Google.

Índice de Qualidade do Google Ads

O Relatório mais importante do Google Ads

Muitos anunciantes deixam muito dinheiro pro Google por não olharem esse relatório.

Toda conta no Google Ads deve ter pelo menos uma campanha para a rede de pesquisa.

Campanha para a rede de pesquisa são campanhas para mostrar os anúncios na página do Google quando alguém faz uma pesquisa.

E como esses anúncios são “escolhidos” pelo Google para aparecer? Pelas palavras que compramos. Ou seja, se vendemos tênis e queremos aparecer com um anúncio quando alguém procura por tênis no Google, “compramos” a palavra tênis.

Porém, dependendo da correspondência de palavra-chave, pode ser que a pessoa procure por outros termos e acabe clicando em nosso anúncio.

Então, uma pessoa pode ter pesquisado por “tênis masculino”, visto nosso anúncio e clicado.

E é nesse ponto que entra nosso relatório. Nós podemos saber quais os termos as pessoas pesquisaram para exibir nosso anúncio.

Termos de Pesquisa

Só pra ficar mais claro, quando escolhemos uma palavra para veicular um anúncio, chamamos ela de palavra-chave (pode ter mais de uma palavra em uma palavra-chave, como “tênis masculino”, por exemplo).

Porém, essa palavra-chave pode ser ativada por um grande número de pesquisas feitas no Google. Para os termos realmente pesquisados damos no nome de termos de pesquisa.

Para acessar os termos de pesquisa dentro do Google Ads entre na seção de palavras-chave e clique no link “termos de pesquisa”. Clicando neste link vamos descobrir quais os termos foram digitados no Google antes de as pessoas clicarem nos nossos anúncios.

Interessante não é?

Triste é saber que boa parte dos anunciantes não olha esse relatório. E muita agência também acaba negligenciando este ponto.

Legal. Já estamos vendo todos os termos que foram pesquisados e houveram cliques. Mas e agora?

Agora vem a parte mais interessante.

Adicionando um termo de pesquisa como palavra-chave

Você olha os termos e descobre que a busca por “tênis nike” tem uma taxa de conversão muito maior do que os outros termos. Ou seja, é uma palavra importante e você tem uma página no seu site que fala só sobre o tênis da Nike. O que você faz?

Simples. Cria um grupo de anúncios novo, compra a palavra-chave “tenis nike”, cria um anúncio específico pra falar sobre o tênis da nike e, na URL, aponta para esta página do site que fala dos tênis da Nike.

Você acabou de deixar sua conta mais específica. Quanto mais exato puder ser a busca, o anúncio e a página de destino, mais chances você tem de vender e maior será o índice de qualidade da palavra-chave.

Porém, alguns termos são bons mas não tem uma página específica pra eles no site ou a necessidade de criar um grupo de anúncios novo. Por exemplo, você vende pro Brasil todo e vê que tem algumas pesquisas por “tênis Porto Alegre”.

Neste caso, você pode adicionar o termo no mesmo grupo de anúncios onde está a palavra-chave “tenis”. Quanto mais específicos os termos, mais otimizado sua conta vai ficando.

Mas cuidado. Adicione palavras somente quando os resultados são bons. Não adianta adicionar todas as palavras que você encontrar. Senão sua conta vai acabar virando uma bagunça para controlar sem trazer resultados significativos.

Você já está analisando os termos pesquisados, adicionando palavras, criando novos grupos, novos anúncios. Está tudo funcionando. De repente, você se depara com o termo: “tênis infantil”. Porém, você não vende tênis infantil.

E agora?

Adicionando palavras negativas

É nesse ponto que entram as palavras negativas. Você seleciona o termo de pesquisa que você não quer e clica no botão “adicionar como palavra-negativa”. Neste caso, quando houver uma próxima pesquisa por “tênis infantil” seu anúncio não aparecerá e por consequência você não pagará pelo clique (caso haja o clique).

Se você visse o quanto encontramos de porcaria nesse relatório quando fazemos auditoria em contas, você ficaria apavorado. Desde buscas com conteúdo pornográfico até pesquisas que não tem nada a ver com o que o cliente vende. Dependendo da conta a economia é MUITO GRANDE MESMO!

Atenção: Importante esclarecer um pequeno detalhe. Os termos de pesquisa só ficam visíveis quando as pessoas clicam no anúncio. Então, se 1.000 pessoas pesquisaram por “tênis infantil” mas não teve nenhum clique, você não verá esse termo no relatório.

Por isso é importante também pensar nas possibilidades que as pessoas podem pesquisar e já colocar como palavra negativa. Mesmo antes de analisar o relatório.

Mais um item importante: Você verá somente os termos de pesquisa que foram usados há pelo menos 8 horas e que receberam cliques nos últimos 30 dias ou que foram pesquisados por um número significativo de pessoas. Todos os termos de pesquisa que não atenderem a esses critérios serão incluídos na linha “Outros termos de pesquisa”.

E então? O que você achou deste relatório? Analisou a sua conta? Deixe um comentário com o que encontrou.

Superfornecimento no Google Ads e o nosso orçamento

Superfornecimento no Google Ads e o nosso orçamento

Pra quem já está investindo no Google Ads, uma das configurações que mais incomodam é o chamado superfornecimento. Superfornecimento nada mais é do que a “liberdade” que o Google Ads tem de gastar o valor do orçamento acima do que foi configurado em uma campanha. Até outubro de 2017, o valor máximo que o Google Ads poderia gastar era de 20% acima do definido. Então, era possível configurar o orçamento levando em conta este detalhe. A partir desta data, algumas coisas mudaram. E deixaram (e ainda deixam) muita gente confusa. O Google Ads passou a “poder gastar” até 200% do nosso orçamento. Se marcamos o nosso orçamento diário em 10 reais, o Google pode usar até 20 reais em um dia. Segundo o Google, essa configuração é para balancear o tráfego. Se um dia gasta acima do configurado, em dias com pouco movimento gastará menos e assim ele consegue balancear. Mas calma lá. Nem tudo é tão ruim assim. Vamos listar algumas regras pra este cenário, segundo o próprio Google:

  1. No final do mês, o orçamento que poderá ser usado é de no máximo 30,4 vezes o orçamento configurado. Por exemplo, em uma campanha com orçamento de 10 reais, o valor máximo gasto no final do mês será de 30,4 x 10 = 304 reais.
  2. Nas campanhas de conversão, o Google pode gastar até mais de 200%. Nesses casos, o valor acima dos 200% retornará como crédito e pode ser verificado na área de pagamentos. Por exemplo, se nossa campanha está com orçamento diário de 10 reais, todo o valor acima de 20 reais gasto em um dia será devolvido.

Porque não gostamos do superfornecimento?

Pra nós que gerenciamos o orçamento dos clientes, essa mudança no superfornecimento do Google Ads não trouxe nenhum benefício e explicamos abaixo o porque:

  1. Falta de liberdade. Não existe a opção de aceitar ou não esse superfornecimento. Ou seja, o Google é quem gerencia isso, do jeito que ele acha melhor e precisamos somente aceitar e ver o orçamento ser gasto.
  2. Quem disse que haverá um dia com tráfego menor pra haver o balanceamento? Se não houver, em um dia com tráfego normal o gasto vai ser baixo pra que haja esse equilíbrio.
  3. Caso uma campanha não rode o mês todo não existe o cálculo de 30,4 vezes o orçamento diário e, caso haja superfornecimento nesse período, pagaremos o valor integral. O que dificulta em campanhas sazonais ou promoções.
  4. Pelos testes que fizemos com nossos clientes, o aumento do fornecimento não aumentou o número de conversões na mesma medida. Em nenhum cliente tivemos uma melhora nesse cenário. Ou seja, o que temos é somente o aumento de impressão e cliques, mas não uma melhora ou acompanhamento da qualidade dos clientes que clicam.

Como não gostamos nem um pouco dessa mudança, adaptamos o script que pausa as campanhas quando atingirem uma % do valor gasto acima do planejado e envia um e-mail avisando. Esse script roda de hora em hora verificando os gastos, por isso, pode gastar um pouco mais do que o esperado. E, quando virar o dia, no momento que rodar novamente, o orçamento vai ter zerado e as campanhas voltam a rodar. Com isso temos um pouco mais de controle sobre os gastos. Segue um passo a passo de como configurar o script e por último o script para usar.

Como configurar o script de superfornecimento do Google Ads

1 – Na interface do Google Ads, clique no ícone da chave inglesa no canto superior direito

2 – Vá para a área de Scripts 3 – Clique no botão “+” para criar um novo script

4 – Dê um novo nome ao script. No nosso caso o nome ficou “Superfornecimento”

5 – Apague o código que aparece na caixa do script e cole o código que disponibilizamos no final deste post

6 – Salve o script e clique no botão Visualizar.

7 – Clique agora no botão Autorizar para que possamos gerenciar as campanhas e enviar e-mail através deste script.

8 – Autorize a execução do script

9 – Feche o script e na tela de scripts, coloque para rodar de hora em hora Está pronto. A partir de agora, de hora em hora este script será rodado e, caso o orçamento de uma campanha esteja maior do que a % configurada, sua campanha será pausada, voltando a ficar ativa novamente no dia seguinte.

 
/******************************************
* Versão 1.0 
* Adaptado por: Agência AdExperts (adexperts.com.br)
* Adaptado de: http://www.freeadwordsscripts.com/2017/10/limit-adwords-overdelivery-to-any.html
*
* Instruções:
* Alterar as variáveis 'valorSuperfornecimento', 'from', e 'to' para 
******************************************/
function main() {
 /*
 * Alterar as seguintes variáveis
 */
 var valorSuperfornecimento = 0.2; // Coloque a % como decimal. 20% fica 0.2, por exemplo
 var from = 'emailorigem@seudiminio.com.br';
 var to = 'emaildestino@seudiminio.com.br';
 var pausou = 0;
 var voltou = 0;

 /*
 * Não alterar a partir daqui
 */
 var labelName = "Superfornecimento";
 var emailHeader = [];
 var emailFooter = [];
 var emailBody = [];
  
 emailHeader.push('<html>',
                 '<head></head>',
                 '<body>');

 emailFooter.push('</body>',
                 '</html>');

 //Se não existe a label, cria!
 var labelSelector = AdWordsApp.labels()
    .withCondition("Name CONTAINS "+labelName)

 var labelIterator = labelSelector.get();
 if (labelIterator.totalNumEntities() < 1)
 {
    AdWordsApp.createLabel(labelName, "Pausado por Superfornecimento");
 }

//pausa as campanhas com overdelivery
 var campaigns = AdWordsApp.campaigns()
  .withCondition("Status = ENABLED")
  .withCondition("Cost > 0")
  .forDateRange("TODAY");
   
 var campaignIterator = campaigns.get();
   
 while (campaignIterator.hasNext()) {
   var campaign = campaignIterator.next();
   var campaignName = campaign.getName();
   var budgetAmount = campaign.getBudget().getAmount();
   var costToday = campaign.getStatsFor("TODAY").getCost();
    
   if(costToday > budgetAmount * (1 + valorSuperfornecimento)) {
     Logger.log(campaignName + " gastou " + costToday + ", que é mais do que o permitido.");
     emailBody.push(campaignName + " gastou " + costToday + ", que é mais do que o permitido.");
     campaign.applyLabel(labelName);
     campaign.pause();
     pausou = 1;
   }
   else
   {
     Logger.log(campaignName + " gastou " + costToday);
   }
 }
           
 if (pausou == 1)
 	enviarEmail(from, to, '['+AdWordsApp.currentAccount().getName()+'] Campanha(s) pausada(s) por superfornecimento', emailHeader, emailBody, emailFooter);
  
//habilita campanhas com label e sem overdelivery
 var campaigns = AdWordsApp.campaigns()
  .withCondition("LabelNames CONTAINS_ANY ['"+labelName+"']");
   
 var campaignIterator = campaigns.get();
   
 while (campaignIterator.hasNext()) {
	var campaign = campaignIterator.next();
	var campaignName = campaign.getName();
	var budgetAmount = campaign.getBudget().getAmount();
	var costToday = campaign.getStatsFor("TODAY").getCost();
    
	if(costToday < budgetAmount * (1 + valorSuperfornecimento))
	{
      Logger.log(campaignName + " voltou a rodar.");
      emailBody.push(campaignName + " voltou a rodar.");
      campaign.removeLabel(labelName);
      campaign.enable();
      voltou = 1;
    }
 }
     
 if (voltou == 1)
 	enviarEmail(from, to, '['+AdWordsApp.currentAccount().getName()+'] Retorno da(s) campanha(s) pausada(s) por superfornecimento', emailHeader, emailBody, emailFooter);
}

// Função para envio do e-mail
function enviarEmail(from, to, subject, header, body, footer)
{
  MailApp.sendEmail({
      to: to,
      name: 'Adwords Script',
      subject: subject,
      htmlBody: header.join('\n') + body.join('\n') + footer.join('\n')
  });
}
Reimpacte os visitantes da sua Imobiliária

Reimpacte os visitantes da sua Imobiliária

Imagine a seguintes situação: o Mário está procurando um imóvel para comprar. Ele já sabe quais bairros procurar, quantos dormitórios e qual o valor máximo que ele possui para investir.

Nosso amigo Mário entra no site da sua Imobiliária, faz a busca e encontra alguns apartamentos que se encaixam no perfil que ele está buscando.

Após já ter visualizado um número considerável de apartamentos e até ter se interessado por alguns, sua esposa avisa que a janta está pronta, começa o Jornal Nacional ou o filho do Mário chama o pai para mostrar algo que fez na escola durante o dia.

O que aconteceu em seguida? O Mário deixa o celular de lado e vai fazer outras atividades. Na volta, já não está mais com a mesma disposição para buscar o novo apartamento e acaba não olhando mais o site. E a Imobiliária acabou de perder um possível cliente pois não tinha nenhuma maneira de entrar em contato com o Mário.

Isso é muito mais normal do que pensamos nos dias de hoje. Com nossas vidas cheias de atividades que “achamos” que conseguimos fazer em paralelo, esquecemos ou perdemos muito conteúdo ao longo do caminho.

Agora imagina que essa Imobiliária investe em campanhas patrocinadas no Google, Facebook, Youtube, Instagram, etc. Ou seja, pra cada cliente que entra, a Imobiliária gasta um valor e o usuário, por motivos alheios à Imobiliária, acaba saindo do site. Quanto dinheiro não foi desperdiçado? Ou ainda, quantos clientes como o Mário deixaram de comprar um imóvel nesta Imobiliária?

Mas existe alguma maneira de trazer novamente o Mário pro site da Imobiliária?

Tem sim. Já falamos sobre remarketing aqui: Remarketing – O guia definitivo e a oportunidade que ele oferece de “relembrar” os clientes que já visitaram o site.

Porém, para uma campanha de remarketing padrão, o foco é mais em relembrar o cliente usando a marca. Mesmo que no anúncio esteja escrito algo como: “volte e continue navegando” o usuário pode não se identificar com o site ou a propaganda e acabar não clicando novamente. Outro problema do remarketing padrão é que o usuário, após clicar, acaba caindo em uma página que pode ser a de pesquisa, ou seja, ele tem que voltar a fazer a pesquisa que já havia feito, para ter acesso aos mesmos imóveis pesquisados antes. E nem sempre os usuários estão dispostos a refazer esta busca.

Por isso, existe uma forma de remarketing mais avançado, usado muito por lojas virtuais, que é o Remarketing Dinâmico.

Com o Remarketing Dinâmico para imóveis, podemos exibir em um anúncio, os imóveis já navegados por aquele cliente, e, caso sobre espaço no anúncio, alguns imóveis semelhantes.

Remarketing Dinâmico do Google

Remarketing Dinâmico do Facebook

Vamos voltar para a história do Mário? Naquela noite ele não olhou mais nenhum imóvel e acabou saindo do site da imobiliária. Durante alguns dias, conforme ia navegando por sites na internet ou pelo Facebook, acabava recebendo alguns anúncios de imóveis com fotos (e em alguns casos uma descrição e o preço) dos imóveis que ele já havia visualizado no site da imobiliária. E o mais interessante é que caso o Mário clique em um imóvel do anúncio, ele cai, automáticamente na página daquele imóvel.

Se o Mário viu um imóvel que gostou, mas não teve como dar continuídade na navegação, quando ele vê um anúncio com a foto deste imóvel, já volta uma lembrança na mente dele. E, ao clicar no anúncio, ele entra direto na página do imóvel e aí sim está mais perto de fazer alguma ação (entrar em contato, compartilhar com alguém ou até mesmo salvar para verificar no futuro).

Como funciona o Remarketing Dinâmico para imóveis?

Em primeiro lugar, é necessário reunir alguns dados (nome, bairro, cidade, preço, link da foto, etc) de todos os imóveis em uma planilha para que o Google ou o Facebook possam ter acesso aos dados dos imóveis. Caso algum imóvel seja acrescentado, removido ou modificado, isto precisa estar refletido neste planilha.

Alguns sites de imobiliária já fazem isso automaticamente. Para os que não fazem, nós aqui na AdExperts criamos uma forma de automatizar esse processo sem precisar fazer qualquer modificação no código do site.

Em segundo lugar, é preciso adicionar um código dentro do site da Imobiliária para informar o Google e o Facebook quais imóveis aquele usuário navegou.

E em terceiro e último lugar, cria-se os anúncios na plataforma e define-se mais alguns detalhes tais como a frequência que queremos que o usuário veja um anúncio (quanto maior a frequência, mais cansativo será para o usuário ver o nosso anúncio), o valor do clique, até quantos dias após visualizar um imóvel ele verá anúncio, etc.

Nós fizemos esta implementação em uma imobiliária e o resultado tem sido excelente. O número de contatos aumentou, e a campanha de Remarketing foi responsável por este aumento. Sem contar que já foram fechados negócios e o cliente disse que se interessou depois que viu o anúncio com a imagem do imóvel que havia pesquisado anteriormente.

É ou não é uma excelente solução pra trazer de volta aqueles clientes mais interessados mas que por um motivo qualquer acabaram tendo que sair do nosso site?

Superfornecimento no Google Ads e o nosso orçamento

Mudanças nas buscas locais

E mais uma vez o Google vem mudando sua plataforma e dando mais enfase para o uso de links patrocinados.

Depois de eliminar a barra lateral de anúncios, agora a mudança ficou por conta dos anúncios locais.

Segundo o Search Engine Land, duas mudanças estão sendo implementadas pelo Google que impactam diretamente as buscas pelo comércio local, tais como lojas físicas, consultórios dentários, advogados, etc.

Anúncios nas buscas locais

anuncios-locais

Como podemos ver na imagem, na nossa procura por advogado na cidade de Porto Alegre, o primeiro anúncio é um anúncio patrocinado.

A exibição deste primeiro anúncio não existia antes e mais uma vez coloca os anúncios patrocinados antes dos anúncios orgânicos. De forma orgânica muitas vezes é um trabalho longo para colocar um anúncio como primeiro colocado nas buscas, enquanto que configurando o Google Ads de forma correta, é possível, em pouco tempo, aparecer na frente destes resultados.

Por enquanto estes anúncios aparecem somente quando se clica em “Mais lugares” na página de busca do Google. Mas nós cremos que logo começará a aparecer na página principal também.

Google maps não é mais um Parceiro de Pesquisa

Quando se configura uma campanha no Google Google Ads, pode-se selecionar se queremos aparecer nos Parceiros de Pesquisa ou não. Esses parceiros nada mais são do que sites do próprio Google ou alguns sites de empresas parceiras.

A grande dificuldade com os sites parceiros é que não temos como saber de onde vem as impressões e cliques e muito menos selecionar quais sites queremos aparecer ou não. Ou aparecemos em todos ou não aparecemos em nenhum.

E um desses parceiros era o Google Maps. Ou seja, para aparecermos no mapa como um link patrocinado, tínhamos que ter selecionado a opção de usar os Parceiros de Pesquisa, que muitas vezes não trazia um resultado favorável, visto que os anúncios podiam aparecer em sites pouco relacionados ao nosso produto.

Segundo o anúncio, o Google Maps não é mais um parceiro de pesquisa. Para aparecer no Google Maps a partir de agora basta configurar a extensão de locais dentro do Google Google Ads e já é possível aparecer nas buscas dentro do Maps, mesmo não tendo a configuração para os Parceiros de Pesquisa selecionados.

Essas duas alterações nas buscas locais, apesar de parecerem pequenas em um primeiro momento, com certeza são mudanças que ao longo do tempo serão mais desenvolvidas. Com o uso cada dia maior de dispositivos móveis e a precisão na localização do usuário torna-se muito mais vantajoso aparecer para os usuários próximos que estão procurando nosso produto ou serviço.

Gostou da novidade? Possui uma empresa local e acha que vai se beneficiar dessa mudança? Comente nos comentário.